Diário de Ourinhos


08 de de 2010

Assine o Diário - 3324 4729

Vestibular Estácio de Sá

Notícias

Semana 05/09 à 11/09

Infectologista aposta na elevação da temperatura para diminuir casos

Médico disse que procura pelo Pronto Socorro aumentou, porém, já prevê queda no número de suspeitos

Na segunda-feira, 31 de agosto, a Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos convocou toda a imprensa para uma entrevista coletiva com o objetivo de esclarecer sobre a gripe influenza A H1N1 (gripe suína). O infectologista, Dr. Silvas Rocha, e a enfermeira do Serviço de Coleta Hospitalar, Sildes Silvestre Brizola, esclareceram sobre a doença e procuraram tranquilizar a população que entrou em pânico após a confirmação dos casos de gripe suína no município nos últimos dias.

De acordo com a enfermeira Sildes Silvestre, até a última segunda-feira, Ourinhos havia registrado 12 casos de gripe suína, sendo que quatro foram confirmados e um deles (uma gestante) foi a óbito e os demais evoluíram para a cura; três foram descartados e cinco ainda aguardavam os resultados dos exames enviados ao Instituo Adolfo Lutz. Porém, um deles apresentava um quadro que necessitava de mais atenção. Mas nenhum deles encontrava-se na Unidade Terapia Intensiva (UTI), e sim na enfermaria do hospital.

O infectologista afirmou que, a exemplo de outras cidades brasileiras, o vírus já circula em Ourinhos e, após a confirmação dos casos de gripe nos últimos dias, a procura por atendimento no Pronto Socorro tem aumentado. “Sem dúvida que aumentou a procura por atendimento. Temos realmente uma doença que está causando grande preocupação na população”, afirmou Silas Rocha que procurou tranquilizar a população dizendo que a maioria dos casos acaba evoluindo para a cura. “A transmissão já ocorre de forma sustentável. Grande parte dos pacientes pode ter tido a gripe suína, imaginando que era a sazonal, mas a doença evoluiu benignamente, satisfatória, sem maiores sintomas até com um quadro subclínico. A ideia que dá é que todos que pegam o vírus influenza A irão evoluir mal. Pelo contrário, a maioria vai evoluir bem, sem complicações”.


Além disso, o Dr. Silas Rocha fez questão de destacar que as demais infecções respiratórias não deixaram de existir durante esse período do ano. “Continuamos com a renite sazonal (nariz escorrendo), com as infecções bacterianas das vias respiratórias (pneumonia), que nessa época do não tem uma incidência maior e a diferenciação disso pelo leigo é difícil. A pessoa que tem o nariz escorrendo devido a renite sazonal já vai procurar o médico e às vezes com uma certa ansiedade por medo dessa nova situação. Nos outros anos, com certeza esse paciente aguardaria a sua recuperação em casa. Então tudo isso tem impulsionado os pacientes a procurar a assistência médica”.

Apesar do aumento de casos nos últimos dias, o infectologista aposta na elevação da temperatura para diminuir os casos de gripe suína em Ourinhos nas próximas semanas. “Ourinhos seguirá o cenário nacional, ou seja, com a subida da temperatura esperamos uma queda dos casos. Os que foram registrados são de quase 20 dias atrás”, afirmou Silas Rocha que destacou ainda que com o tempo mais quente, diminui a possibilidade de aglomerações. “Com a subida da temperatura a tendência são as pessoas ficarem menos aglomeradas, os ambientes serão mais bem ventilados o que contribuirá para a redução da transmissibilidade da infecção”.

Dr. Silas Rocha explicou que a preocupação da aglomeração das pessoas é devido a forma de contágio do vírus que é inter-humano e por meio de gotículas que a pessoa expele com a tosse ou com o espirro, sendo necessário uma aproximação de 1 metro para a sua transmissão.

O infectologista explicou que com o tempo mais quente a tendência é que o vírus dure bem menos e a possibilidade de a pessoa se infectar se torna menor. Especialistas disseram que durante o inverno o vírus chega a viver durante oito horas em cima de uma superfície em uma secreção e até 40 minutos durante o verão. “Se o ambiente é frio, úmido o vírus pode se manter naquela secreção por bastante tempo. Agora se é uma área ensolarada o risco é menor porque a secreção será secada e a sobrevivência do vírus diminui. O inverno foi rigoroso e favoreceu a disseminação do vírus, tanto que as regiões Sul e Sudeste foram as que mais registraram casos da gripe suína”.

O comentário de que casos da gripe estariam sendo abafados para não alarmar a situação em Ourinhos foi desmentido pela enfermeira e pelo infectologista. “Não tem o porquê esconder, pois temos a obrigação de notificar a Vigilância Epidemiológica dos casos suspeitos que é enviado a Secretaria da Saúde do Estado, que envia os dados para o Ministério da Saúde. Toda semana também passamos um boletim informativo ao Ministério público. Não temos como omitir um caso”, afirmou Silvestre Brizola.



Box

Santa Casa possui áreas reservadas para
Atender pacientes com suspeita da gripe

Por determinação do Ministério da Saúde cada município se responsabiliza pela assistência aos pacientes com a influenza A H1N1. Segundo o infectologista, Silas Rocha, a Santa Casa está preparada para atender os casos de gripe suína.

Segundo a enfermeira, Sildes Silvestre Brizola, existe um leito de isolamento reservado para os casos de gripe suína para evitar o contágio dentro do hospital. “Com o surgimento desses casos estamos deixando uma área preparada para os casos de isolamento com atendimento adequado com cuidados tanto para o profissional da saúde como para o paciente. Como não sabemos o resultado do exame não podemos deixar as pessoas juntas na mesma unidade então ficam em quartos isolados pelo tempo preconizado”.

O infectologista destacou ainda que não são todos os pacientes que serão direcionados para a UTI. Apenas com o quadro de insuficiência respiratória. Já aqueles com sintomas leves serão encaminhados para as unidades de internação de enfermaria.

No entanto, Silas Rocha confirmou que Ourinhos também possui problemas com a disponibilidade de leitos na UTI para o tratamento da doença. “Nós estamos preparados para dar assistência aos pacientes, o problema é que todos os centros que foram designados como de referência ficaram sobrecarregados devido ao excesso de procura muitas vezes indevida. A carência de leito já existe e agora temos mais uma situação exigindo uma disponibilidade maior de leito de UTI. Isso preocupa qualquer hospital não só a UTI de Ourinhos. Mas estamos disponibilizando enfermaria e áreas de isolamentos para receber os pacientes”.

VER TODAS AS NOTÍCIAS

Últimas NotÍcias

ARQUIVO

Copyright @ 2009 - Diário de Ourinhos - Todos os direitos reservados | Desenvolvido por