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por Gustavo Ferreira Martins Gomes
out   20117

eleições 2012

Postado em geral

Meu colega de jornal e colunista hábil, escreveu neste último sábado uma coluna interessante sobre a eleição de 2012. Segundo ele, a eleição já começou, justamente após uma indefinição que definiu muita coisa. Como não foi possível mudar o número de vereadores, continuaremos com as 11 cadeiras. Essa mudança, ou não mudança, determina o grau de dificuldade que os não-vereadores atuais terão para entrar, uma vez que a taxa de renovação em Ourinhos costuma ser muito baixa. Numa leitura simplista, se há pouca renovação, é porque os eleitores estão satisfeitos com os vereadores que lá estão. Numa leitura mais abalizada, podemos dizer que os eleitores, em sua maioria, pouco entendem o papel dos vereadores, deputados, senadores, prefeito, governador e presidente. Os eleitores entendem uma coisa única e geral, sobre a política: se a vida está boa ou ruim. Se a vida está ruim, tendem a mudar, se está boa, deixam como está. Os eleitores têm, em geral, dificuldade de compreender os papéis específicos de cada cargo e de cada esfera governamental. Não se deve agrupar os assuntos como se todos fossem da mesma esfera e dos mesmos cargos. Devemos separar os problemas da segurança pública, dos transportes rodoviários, de indústrias. É preciso saber o que é o papel do vereador. A Câmara Municipal é a grande fiscalizadora do Prefeito. Além de apontar os problemas, através de indicações e requerimentos, os vereadores criam ou aprovam as leis municipais, que também regulam e organizam o trabalho da Prefeitura. Não é função do vereador tapar buraco, construir praça ou arranjar emprego. O vereador pode ajudar nestes casos, sempre indiretamente, ao votar o orçamento da cidade, definindo, dentro de sua experiência junto ao povo, quais são as prioridades da cidade. Ou ao criar leis que ajudem o Executivo a organizar melhor a cidade, evitando o desperdício e reduzindo a burocracia. É um papel muito importante, mas pouco valorizado na hora da eleição. Se dar cesta básica não é função do vereador, por que votar no vereador que dá cesta básica? É como escalar o goleiro da seleção por ser um bom médico. Quanto ao prefeito, também é importante saber o real papel do cargo. Um Prefeito é responsável pelas obrigações municipais. Segurança pública, dívida externa, transportes rodoviários, salário mínimo não são assuntos da alçada de um Prefeito. se a economia do país está ruim, é provável que falte emprego na cidade. O Prefeito pode fazer pouco em relação a isto. Se a polícia e o corpo de bombeiros estão com poucos homens, não é o Prefeito quem contrata novos homens. Se os pedágios estão ajudando a manter as estradas, não é uma decisão do Prefeito. Um Prefeito pode, sim, fazer bons contatos com os governos estadual e federal, para obter recursos, ou para agilizar as obras em sua região. No caso atual, precisamos de um político com habilidade suficiente para estar acima da questão partidária e, apesar dos governos federal e estadual serem adversários, saber se posicionar favoravelmente com os dois lados. Bom Prefeito é aquele que sabe escolher seus secretários. Aliás, este deveria ser o principal atributo de um prefeito: saber escolher e reger sua "orquestra". Ninguém é um bom prefeito se não tiver uma equipe forte, organizada, sintonizada e, principalmente, comprometida com a população. Ourinhos já teve bons homens como Prefeito, mas nem sempre souberam escolher uma equipe assim comprometida. Não basta ser um homem de bem, tem que ser bom para o cargo. Acredito que os candidatos a Prefeito deveriam apresentar sua equipe, durante a eleição, para que pudéssemos escolher o time, não apenas o técnico. Sobre empregos, fala-se muito sobre a falta de indústrias, mas a força de Ourinhos não está ligada à indústria. Ourinhos tem exatamente um terço de pessoas empregadas em indústrias, um terço no comércio e um terço em serviços. É uma ótima vantagem da cidade, pois não existe a dependência de um só setor. Por exemplo, quando a Bunge fechou em Ourinhos, muito se falou, politicamente, sobre a perda de empregos. Mas o mercado absorveu essa mão-de-obra rapidamente, sem que houvesse impacto na economia da cidade. As indústrias estão vindo, na velocidade normal, e, enquanto isso, a cidade está explodindo de novidades, como o grupo Bordignon, o hotel Íbis, o McDonalds, as lojas Cem. Ourinhos não depende de indústrias. Mesmo assim, nunca houve tanta procura por lotes nos distritos industriais. Para escolher bem seus candidatos, basta acompanhar as seções da Câmara Municipal e ver o trabalho dos últimos sete anos da prefeitura para saber que estes políticos sabem o nome da cada bairro, cada rua, e até de cada munícipe. Minha pouca experiência indica que o melhor político é o mais bem preparado para as especificidades do cargo. Não basta conhecer bairros, ruas e pessoas. Precisa saber o que fazer com estas informações. Além, lógico, da necessária honestidade. Talvez um político que estude longe daqui ou outro que só invista seu dinheiro fora de Ourinhos seja pouco indicado para ser eleito por nós. Pois tem menos comprometimento.

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