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O Lado Bom da Vida

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por Fabio Ribeiro
jun   20143

Gramática da Vida

Postado em Artigos

Na gramática da língua portuguesa existem algumas regras de pontuação, dentre elas, podemos destacar as seguintes:

Vírgula: marca uma pausa dentro da frase;

Ponto e vírgula: separa blocos de informações dentro do texto ou pode-se dizer que marca uma pausa maior dentro do texto;

Ponto final: indica o final da frase;

Dois pontos: indica a fala de um personagem dentro do texto;

Travessão: indica o início de uma fala de um personagem;

Ponto de exclamação: denotam caráter emocional da palavra ou do texto; e,

Ponto de interrogação: indica um questionamento.

Todas estas regras de pontuação e muitas outras existem para deixar o texto mais coerente, mais claro e limpo, de modo a facilitar a compreensão do leitor e o próprio ofício de quem escreve.

Na vida não é diferente.

Precisamos utilizar dos mesmos recursos para deixá-la mais inteira, mais clara,resolvida e, consequentemente, mais gostosa de se viver.

Sem estes recursos, há mistura. Não há começo e fim, o que torna o entendimento difícil.

Imaginem um texto sem pontuação:

“Tudo seria muito difícil de entender porque não haveria começo meio e fim nós não conseguiríamos avançar na leitura o que dificultaria o entendimento e a mistura das palavras provocaria um verdadeiro caos”.

Perceberam!?

Neste pequeno texto o entendimento restou prejudicado.

Na vida não é diferente.

Vírgulas no nosso dia-a-dia são imprescindíveis. São aqueles minutinhos que tiramos para nós; aqueles minutos em que respiramos fundo para entender melhor o que está acontecendo antes de explodirmos.

Ponto-e-vírgulas são saudáveis! Final do dia de trabalho, nada melhor que um descanso merecido. Uma noite bem dormida revigora. Assim, na vida, finda uma jornada, é necessário um descanso maior, sem que isto signifique o fim.

Pontos finais devem ser utilizados sempre. Nossas vidas são feitas de fases e é necessário saber que estas chegam ao fim e, ao fim delas, é bem vindo um ponto final para sinalizar.

Assim como as fases, assuntos, relacionamentos, momentos bons e ruins tem fim.

Por isso, novas fases ou formas de nos relacionarmos, tanto no profissional como no pessoal, são esperadas e desejadas, pois nada melhor que novos parágrafos a serem escritos em nossas vidas.

Dois pontos significa o momento da espera, do deixar o outro falar ou fazer algo. É o saber ouvir, tão necessário nos dias de hoje.

Da mesma forma, travessões, na vida, indicam respeito; significam ouvir o pensamento do outro, enfim, dialogar faz da vida uma troca de experiências, de conhecimentos e de respeito pela condição alheia.

Pontos de exclamação devem ser vividos com intensidade! Como é bom comemorar, celebrar; como é importante indignar-se com aquilo que é absurdo; como é necessário sofrer as dores da vida. Porém, há de se ter cuidado, pois assim como em um bom texto, a vida não é só de pontos de exclamação.

Pontos de interrogação são esperados, pois na vida são necessários questionamentos: onde estou? Para onde quero ir? Estou fazendo a coisa certa? Qual o caminho a seguir? O que posso fazer para melhorar minha vida?

Tais questionamentos permitem reflexões sadias; permitem mudança de direção, além de nos possibilitar dar rumo novo ao que estamos vivendo.

Portanto, na gramática da vida, é importante colocar pontuação para não corrermos o risco de viver tudo junto e misturado, sem começo e fim, de forma atropelada, sem perspectiva de construção sadiada vida.

Pontuar a vida é permitir que o melhor aconteça; é dar valor a si; é viver de forma mais completa e coerente.

Pontuar a vida é assumir o controle de si, sem permitir as misturas indesejadas.

Enfim, pontuar a vida é tomar as rédeas do seu caminhar.

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mar   201418

Encontro

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Encontro de pessoas,

Encontro de pais e filhos,

Encontro de amigos,

Encontro de pessoas que se amam,

Encontro de almas.

Ao longo da vida, quantos encontros promovemos?

Encontrar é estar em sintonia;

Encontrar é troca, é aceitação e é respeito;

Encontrar é estar junto;

É mais: é amar.

Muitos já diziam: só encontra aquele que procura.

Procura que exige dedicação;

Procura que exige vigilância;

Procura que exige tempo.

Sem desejar encontrar não há encontro.

Sem permanecer vigilante, também não há, pois os boicotes e os vacilos que cometemos nos ceifam os encontros.

Sem esperar o tempo próprio dos encontros, não há verdadeiro encontro.

Encontros são escadas para uma vida mais feliz.

Quando encontramos amigos, somos mais humanos;

Quando encontramos nossos pais, somos mais caridosos;

Quando encontramos um amor, somos mais criativos;

E quando nos encontramos, somos mais completos.

O verdadeiro encontro não é só físico, e nem dele depende. É principalmente emocional.

É um encontro de almas, de sentimentos genuínos.

Por isso, é necessário empenho para que as nossas vidas sejam mais de encontros do que desencontros.

Encontrar-se a si mesmo, eis o maior desafio.

A partir deste, todos os outros encontros da vida são facilitados.

O difícil é promover o encontro consigo mesmo, pois temos a terrível mania de nos afastarmos de nós, buscando fora o que está dentro.

Conciliar alma, corpo e coração será utopia!?

Só sei que é tarefa árdua.

Exige de nós esforço incansável.

Porém, a procura do encontro de si mesmo faz de nós mais humanos.

Errar, acertar, tentar, recomeçar, reconciliar, renunciar, são todos atributos desta procura.

Procura que não será em vão, se ao menos uma vez, uma mísera vez, tivermos a chance deste encontro conosco, o qual traz à vidao sentido que tantas vezes nos falta.

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mar   201411

À procura de mim

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Procurei-me,

Na tentativa de me encontrar.

Andei por vários lugares:

Lugares inóspitos e cheios; lugares bonitos e feios; lugares sedutores e destruidores; algumas vezes até acreditei ter me encontrado, mas nenhum deles era o meu lugar.

Espelhei-me nos outros,

Quis viver vidas que não eram minhas. E nada!

Sofri. Chorei. Desesperei-me.

Perdi o controle: cadê eu?

Por um tempo, desisti de me encontrar,

Vivi como um robô, sem alma e coração.

Estagnei.

Mas, com aquele fiozinho de esperança, que sempre teima em nos encorajar,

Fiz novas tentativas.

Por algumas vezes, tateei aquele que sou.

Por algum tempo, vivi o que parecia ser o encontro.

Mas, ainda assim, faltava algo...

Nada preenchia o vazio destinado ao encontro comigo mesmo.

A cada dia perdia meus sonhos,

A cada dia deixava de viver minha vida,

Acreditava, infelizmente, que a vida alheia sempre era melhor do que a minha.

Perdia a luz, matava-me a mim mesmo, sem sequer ter noção do que fazia.

Quanta luta em vão por acreditar que fazia o certo!

Quanta procura externa, quando na verdade o que procurava estava dentro, dentro de mim mesmo.

Trilhei caminhos de morte,

Trilhei caminhos alheios,

Trilhei caminhos distantes, sem ter a mínima necessidade...

Havia um único caminho a trilhar: o caminho do coração.

Procurava fora o que estava dentro!

Quão libertador foi esta descoberta.

Porém, ao descobrir que eu me encontro em meu coração,

Nova batalha se agigantou.

Depois de tantas lutas inglórias, nosso destino é acumular impurezas; é construir paredes e obstáculos internos.

Criamos labirintos infindáveis para chegar ao coração da nossa vida.

Criamos barreiras que nos impedem de sermos simplesmente nós mesmos.

Agora, a luta é outra:

Luto para destruir o “muro de Berlim” por mim construído;

Luto para limpar a sujeira acumulada;

Luto para resgatar a trilha que me levará ao meu coração;

Luto para escancarar as portas da minha vida ao principal interessado: eu.

Não é fácil.

A cada dia sou tentado a navegar por mares já navegados, os quais não me levarão ao porto seguro desejado.

Todavia, estas lutas já me demonstraram que só existe um caminho válido: o caminho do amor.

No caminho do amor, faço as renúncias necessárias; esqueço o passado indesejado; mato o que é necessário matar; tomo contato com o que é meu; respeito os que convivem comigo; aceito as imperfeições e limites; e, faço aflorar os talentos que me são próprios.

Enfim, a cada passo dado neste caminho de amor, mais me encontro, mais fico próximo de quem sou.

Ciente de que as lutas, aquelas que valem a pena lutar, não terão fim; mas sendo simplesmente eu, encontrarei força interna para lutar...

Assim, com a certeza de que estou no caminho certo, continuo a buscar, a cada dia, um pouquinho mais de mim mesmo.

Devo confessar que ainda falta muito, mas a cada pequeno encontro comigo mesmo, tenho a certeza de que vale a pena ser eu, simplesmente eu.

Pois, por mais sedutor que o mundo alheio possa parecer, não é o meu; e, viver o que não é meu é suicídio.

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fev   201418

O que é a saudade?

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Difícil definir!

Amor que não se acaba.

Frustração de não poder mais viver o que já foi vivido.

Desejo de ter, nem que seja só mais uma vez.

Memória que não se apaga, nem com o tempo cai no esquecimento.

Alegria de reavivar um amor que não é mais presente.

Dor de saber que se é limitado, que não temos poder para mudar o que já é findo.

Lembranças dos momentos bons e ruins já vividos.

Resgate da nossa história.

Talvez seja tudo isto junto, ou não, a cada momento é um.

Será que a saudade é igual camaleão? Tem o poder de se adequar ao ambiente e refletir o que está dentro?

Se sinto dor é saudade.

Se sinto amor é saudade.

Se sinto alegria é saudade.

Se sinto desejo é saudade.

Se tenho frustração é saudade.

Se faço memória é saudade.

Se tenho lembranças é saudade.

Se resgato é saudade.

Saudade...

Talvez não seja preciso definição.

Talvez seja necessário apenas sentir...

Saudade...

Sentimento mais independente que temos.

Vai e volta,

Não escolhe momento para aparecer,

Independe da nossa vontade,

Por isso, não se controla,

Apenas se vive.

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fev   201411

A dor da perda

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Perde-se muita coisa nesta vida;

Perdem-se coisas que nunca foram nossas;

Perdem-se coisas que não fazem mais sentido;

Perdem-se coisas que já não são mais úteis.

Como também se perdem coisas importantes;

Talvez por não nos sentirmos merecedores de tê-las;

Talvez por só nos darmos conta da importância depois da perda.

Perdem-se pessoas:

Amigos de infância,

Amigos da faculdade,

Parentes não muito próximos,

Como também aqueles que muito amamos.

Perde-se pela distância ou pela morte.

Algumas perdas são temporárias,

Outras definitivas.

Algumas perdas são muito doloridas,

Outras nem tanto.

Algumas perdas são necessárias,

Outras indesejadas...

Porém, só se perde o que se tem!

Por isso, toda perda envolve dor.

Afinal, quem quer perder!?

Bom ou ruim, ninguém quer perder.

Não se quer perder tempo,

Não se quer perder apostas,

Não se quer perder jogos,

Não se quer perder coisas,

Muito menos pessoas!

A verdade é que cada perda envolve uma lição:

Lição de tomar mais cuidado com suas coisas;

Lição de treinar mais para não perder o jogo;

Lição de aproveitar melhor o tempo;

Lição de que o caminho fácil da aposta pode não ser o melhor;

Lição de que cada pessoa é única e único é o seu tempo com ela ou o dela contigo!

Portanto, o avesso da perda pode assim ser traduzido:

Cuide! Regue! Exista!

Treine! Alimente! Aproveite!

Acredite! Viva! Seja presença!

Desta forma, quando a perda chegar,

Apesar da inevitável dor,

O arrependimento não terá vez,

Pelo contrário, terá a certeza de que o melhor, naquele tempo e circunstância, foi feito!

Terá a certeza de que, de fato, nada dura para sempre!

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