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maio ( 2 )
mai   201331

Sempre me perguntam...

Postado em Artigos

Quase sempre perguntam-me sobre meditação, o que é, como, quais os tipos.

Existem muitas técnicas diferentes para se praticar a meditação, com os olhos abertos, fechados, utilizando imagens ou sons, ou visualizações... E o que se quer com isso é sempre o mesmo, o material que será trabalhado é sempre o mesmo.

Meditação é diferente de pensar sobre um tema específico, uma situação ou problema para encontrar respostas, alternativas, soluções. E é um tanto difícil falar sobre, pois a meditação é uma experiência, que deve ser vivida, sentida por cada pessoa.

Encontrei num livro que estou lendo um trecho sobre o tema e acho válido colocar aqui:

“...Na meditação, enquanto trabalhamos com a respiração, vemos todos os pensamentos que vão surgindo apenas como parte do processo de pensar e nada mais. Não nos prendemos a nenhum deles, não temos de puni-los nem de nos deleitar com eles. Consideramos os pensamentos que surgem durante a meditação como eventos naturais, mas que ao mesmo tempo não gozam de nenhuma credencial. A definição básica de meditação é “manter a mente estável”. Na meditação, quando os pensamentos sobem nós não os imitamos, e não descemos quando os pensamentos descem; nós apenas os observamos subir e descer. Não importa se os pensamentos são bons ou maus, excitantes ou tediosos, extasiantes ou desconsolados; nós os deixamos em paz. Não rejeitamos alguns e aceitamos outros. Temos a noção de um espaço mais amplo que abarca qualquer pensamento que possa surgir.

Em outras palavras, na meditação podemos vivenciar uma sensação de existir, de ser, que inclui nossos pensamentos, mas que não é condicionada por eles nem limitada pelo processo de pensar. Vivenciamos os pensamentos, aplicamos-lhes o rótulo – “pensando” – e voltamos à respiração, voltamos ao ar que sai, que se expande e se dissolve no espaço. É algo muito simples, mas também muito profundo. Experimentamos nosso mundo diretamente e não temos de limitar essa vivência. Podemos ser completamente abertos, sem nada a defender, sem nada a temer. Assim, estamos desenvolvendo a renúncia ao território pessoal e ao espírito mesquinho.

Ao mesmo tempo, a renúncia implica discriminação. Dentro do contexto básico da abertura, há uma disciplina para saber o que evitar ou rejeitar e o que cultivar ou aceitar. O aspecto positivo da renúncia, o que cultivamos, é o interesse pelos outros. Mas, para nos interessarmos pelos outros, é preciso rejeitar o interesse exclusivo por nós mesmos, a atitude egoísta. Uma pessoa egoísta é como uma tartaruga, que leva sua casa nas costas para onde quer que vá. Em algum momento temos de deixar nossa casa e abraçar um mundo mais vasto. Esse é o pré-requisito absoluto para sermos capazes de nos interessar pelos outros.

Na prática da meditação podemos apenas ser, apenas nos permitir ser, sem nos atrelarmos aos constantes pontos de referência fabricados pela mente. Não precisamos nos livrar dos pensamentos. Eles constituem um processo natural; são bons; deixemos que também eles aconteçam. Mas deixemo-nos sair com o ar que expiramos, deixemo-nos dissolver. Vejamos o que acontece. Quando nos soltamos dessa maneira, estamos cultivando a confiança na força do nosso ser, a confiança em nossa capacidade de nos abrir e de nos estender aos outros. Percebemos que somos ricos e com recursos suficientes para nos entregarmos desinteressadamente aos outros, ao mesmo tempo que descobrimos o quanto desejamos fazer isso.

E percebe-se que jamais será capaz de compartilhar inteiramente sua própria experiência. A plenitude de sua experiência é apenas sua e é preciso viver com sua própria verdade. É um misto de caso de amor e solidão...”

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mai   201323

Retorno

Postado em Artigos

Depois de umas breves férias retorno para escrever sobre nosso tema: saúde!

E retorno ao básico, pela necessidade.

Deixe-me explicar: na visão do Yoga sobre o ser humano e o do que ele é feito, os desequilíbrios (tanto físico quanto mentais ou emocionais) e doenças (idem) têm início num nível menos denso, mais sutil. Ou seja, afetam antes o corpo de vitalidade, de força vital.

Se então pudermos percebê-los nesse nível, antes de se instalar no corpo físico trazendo dores ou doenças, se estivermos sensível a isso e tivermos como redirecionar a própria força, muitos males serão evitados.

Portanto, volto pra base do Yoga: ahimsa. Não-violência.

Volto pois a mente é sorrateira, esguia, escorregadia. Ela volta e volta a nos trazer pensamentos de desgosto, de maledição, de “verdades” negativas. De praguejar, de se castigar, condenar. E quando deixamos que ela vá e vá nesse sentido, logo dói, e dói mais e fica mal, e fica doente. Ou com ansiedade crônica, sem ar, peito apertado, a fé se esvai. A força vital se esvai.

A não-violência, como primeiro passo do Yoga, não significa somente não agredir aos outros, brigar, bater... É algo mais difícil: significa estar atento e vigilante quanto à mente que cria inverdades não proveitosas. Que cria e reforça crenças de que se é menos, se sabe menos, se pode menos.

E é uma escolha deixar esse caminho na mente se desenrolar com as consequências que traz. Olhe para os seus pensamentos. De que tipo são, que conteúdo você cultiva neles? Estão permitindo sua paisagem interior poluir-se, sujar-se? É verdade que com alta frequência colocamo-nos então no lugar de vítima, requerendo atenção e obtendo. Há que se abrir mão disso também. Doar amor é mais legal, mais gostoso, tem custo zero e alimenta.

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