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Luiz Argollo

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por Luiz Argollo
jun   201419

Desviando o foco

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As inúmeras vaias e os xingamentos sofridos pela presidente Dilma na Arena Corinthians, durante a primeira partida do Brasil na Copa do Mundo 2014, dividiram opiniões de muitos brasileiros e esconderam os reais motivos da insatisfação de alguns setores quanto ao evento em curso no Brasil.

Durante a realização de outras Copas do Mundo, os recursos financeiros utilizados foram bem menores que os verificados em nossa pátria porque a quantidade de sedes estava de acordo com o porte do país, enquanto no Brasil, por exigência do governo que reivindicou e assinou sua execução, a quantidade de cidades-sede chegou a doze, um absurdo.

Doze cidades representam um gasto aproximado de quase trinta bilhões de reais, grande parte utilizado na construção de estádios luxuosos, dando a impressão de que o país vive uma fase áurea de recursosfinanceiros, sem ter problemas de nenhuma natureza.

Cada cidade-sede exigiu de vários governos a destinação de recursos suficientes para a concretização de obras de mobilidade urbana como instalação e ampliação de linhas aéreas, rodoviárias e ferroviárias, novos terminais portuários, rodoviários, linhas de metrô, construção e ampliação de rodovias, além de vasta rede de atendimento como lanchonetes, restaurantes e outros.

O que causa espanto a muita gente é a participação estatal na construção de vários equipamentos que, a rigor, seriam de competência da iniciativa privada, os maiores beneficiários desses bens.

Enquanto isso, a educação brasileira passa por momentos delicados onde seria necessária muita coragem e competência dos governantes para direcionar mais recursos para aproximar mais o cidadão dos equipamentos gratuitos de ensino, melhorando a qualidade de vida de muitos seres que estão à margem da sociedade.

A falta de investimentos em outros setores importantes também são sentidos como na saúde pública, sucateada pela falta de equipamentos básicos para atendimento à população e material humano insuficiente e de qualidade para atendimento adequado às demandas crescentes.

Os meios de transporte voltados às diferentes populações e, principalmente aos menos favorecidos, estão aquém das necessidades, além de ter custo excessivamente caro. Ainda é possível falar nas ruas, avenidas, estradas e rodovias que cortam o país, esburacadas e com pavimentação de péssima qualidade, reclamando um tratamento melhor.

A segurança pública é outro item que apavora a população como um todo pela falta de instrumentalização para seus operadores e, também, pela falta de uma política de reciclagem e atualização de procedimentos dos profissionais que atuam nessa área, condição que todos os governos afirmam que investem pesadamente, embora a realidade mostre que não é bem assim.

Ao que se pode observar, faltam recursos financeiros para muitas funções sociais de interesse da população brasileira, diferentemente da enorme gama de recursos que foram alocados para que a Copa do Mundo no Brasil alcançasse um sucesso fora do comum.

As razões para que a população brasileira mostre a sua indignação com o que está ocorrendo são inúmeras, diferentemente da sensibilidade das autoridades públicas que querem se sair bem neste evento para alavancar as pretensões políticas de diferentes naturezas.

O povo, ah, o povo, é apenas e tão somente um detalhe na cabeça “privilegiada” dos administradores de plantão.

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abr   20144

O voo misterioso

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Já se passaram mais de vinte dias que o voo MH370 da Malaysia Airlines, com duzentas e trinta e nove pessoas a bordo, desapareceu dos radares e do alcance dos milhares de satélites instalados em vários pontos do mundo, deixando no ar uma inquestionável dúvida sobre seu paradeiro e de todos os passageiros e tripulantes.

A viagem, que começou tranquila ... (continue lendo)

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fev   201419

Riscos da Profissão

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A morte estúpida do cinegrafista da Rede Bandeirantes de Televisão, Santiago Andrade, no estado do Rio de Janeiro, coloca em discussão uma questão crucial que envolve trabalhadores de diferentes áreas, uma vez que estão expostos a riscos imensos em função da atividade que exercem como jornalistas, agentes de segurança pública, bombeiros e outros que lutam para garantir a ordem geral ou registrar fatos para que a população tenha conhecimento.

No momento em que foi atingido na cabeçapor um rojão disparado por participantes do movimento, sua preocupação era registrar os desdobramentos de uma manifestação “pacífica” que percorria o centro do Rio de Janeirocom o propósito de questionar o reajuste das passagens de ônibus.

Santiago era um pessoa extremamente detalhista que se esmerava em registrar fatos e acabou sendo vítima de sua obstinada preocupação de bem informar, procurando, sempre que possível, mostrar o melhor ângulo, a realidade das partes envolvidas para que o telespectador pudesse analisar as situações e formar seu próprio juízo.

A situação que enfrentava no desenvolvimento do seu trabalho jornalístico não difere da que vivem companheiros seus de profissão em todo o mundo, muitos atuando em áreas de conflitos armados como na Síria, Afeganistão, Sudão do Sul e Iraque, sempre expostos a tiroteios intensos ebombas de vários tipos, além de retaliações de grupos armados de ambos os lados, sem a devida proteção ou apoio logístico para desempenhar a profissão.

No Brasil, apesar de a população viver num estado democrático, muitas manifestações tem os mesmos desdobramentos de conflitos armados, com pessoas mortas ou feridas por balas perdidas ou artefatos perigosos utilizados para destruir os “opositores” e, pelos cálculos de organizações de defesa de direitos em todo o mundo, o quadro que se observa é igual ou pior o vivido por populações de países em guerra ou conflitos.

A morte do cinegrafista soma-se a um número razoável de pessoas inocentes vitimadas nos últimos anos pelas ações inconsequentes de grupos que, para defender suas ideologias e postulados, pouco se preocupam com a situação das pessoas que participam desses movimentos, que poderão ser atingidas com suas ações impensadas e, às vezes, cruel.

O que a sociedade brasileira gostaria de ver é uma atuação mais efetiva dos órgãos de segurança e justiça para coibir abusos dessa ordem e até mesmo punir os responsáveis por excessos, sem esquecer que é preciso averiguar adequadamente a denúncia de que os responsáveis teriam agido de forma encomendada, ou seja, teriam recebido dinheiro de grupos interessados para agirem com violência e, supostamente contariam com a defesa de especialistas em direito para defendê-los caso fossem pegos.

Diante de tudo isso, a lembrança desse episódiodeve permanecer em nossas mentes e corações, notadamente porque é preciso encontrar os responsáveis diretos e indiretos e lutar para que a justiça seja feita, assim, a morte de Santiago Andrade não terá sido em vão.

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fev   201415

Liquido Precioso

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Ninguém duvida que a água potável é um líquido precioso para a população mundial, embora todos tenham conhecimento de que é um bem finito, ou seja, se não cuidarmos adequadamente dos mananciais existentes, infelizmente teremos que sofrer as consequências pagando, em alguns casos, com a própria vida.

Vários fatos de repercussão em todo o planeta vêm acontecendo e demonstrando que é preciso que o ser humano tenha consciência da importância da água e tome os cuidados necessários para que ela seja preservada e, por via de consequência, tenhamos a possibilidade de manter a vida e tudo que a cerca.

Nas últimas semanas, uma onda de calor associada à falta de chuvas num período em que potencialmente são registrados altos índices pluviométricos, deixou claro que, se os órgãos de governo não tomarem medidas drásticas, invariavelmente muitas cidades terão que adotar o racionamento na distribuição desse bem, medida impopular, embora necessária e urgente, no sentido de garantir uma quantidade mínima para os munícipes, independentemente da sua condição social.

Muitas campanhas já estão sendo feitas no sentido de alertar sobre esse risco potencial, algumas cidades estão proporcionando descontos nas contas dos consumidores que reduzirem substancialmente o consumo médio em suas residências ou negócios, outras cidades estipularam multas exorbitantes para punir munícipes pegos desperdiçando esse bem,mas o quadro que se observa em vários lugares acaba comprometendo o sentido desses movimentos.

Câmeras registram com riqueza de detalhes pessoas “varrendo quintais, calçadas e ruas”, lavando carros e motos com o esguicho ou mantendo as torneiras abertas enquanto conversam animadamente sobre temas variados, sem se preocuparem com o líquido que está sendo literalmente jogado fora.

A falta de consciência é um problema que precisa ser atacado imediatamente, afinal, se cada um tivesse uma noção clara da importância da água, certamente não estaria desperdiçando esse bem, ao contrário, somaria forças para combater esses descuidos em favor do bem estar geral.

Nunca é demais relembrar que providências mínimas que cada ser pode tomar dentro de sua casa acabam fazendo a diferença, como tomar banhos mais rápidos, principalmente tendo o cuidado de molhar o corpo e desligar o chuveiro enquanto usa o sabonete ou shampoo ou ter um procedimento parecido ao lavar as louças da casa, utilizando a menor quantidade de água possível.

As máquinas de lavar consomem habitualmente muita água, em razão disso, é importante que as pessoas possam juntar a maior quantidade de roupas possível para lavá-las de uma só vez, logicamente respeitando os tipos de roupas. No final, é fundamental que a água utilizada seja armazenada para lavar quintais, calçadas, corredores, dando uma utilidade maior a esse bem.

A reciclagem de toda água utilizada nas casas é tão importante quanto as pessoas se preocuparem em armazenar água da chuva em recipientes adequados, que possam ser fechados para que não armazenem os “bichos” da dengue, mesmo porque, na falta de água potável será possível lavar a louça da casa e até mesmo roupas.

Cuidar da água é manter a saúde dos cidadãos e cidadãs em dia e, quanto o maior o respeito a esse bem a natureza nos agradecerá porque só assim ela continuará viva.

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jan   201430

Rolê Estranho

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Rolê Estranho

O país vive sobressaltado com a onda crescente de “rolezinhos” que passaram a fazer parte do cotidiano de pequenas e grandes cidades, incomodando proprietários de lojas instaladas em redes de shoppings, administradores de cidades e responsáveis pela segurança pública de vários estados brasileiros, inclusive a presidência da república.

A preocupação faz sentido, notadamente porque tais acontecimentos se caracterizam como eventos de grande monta e conseguem agregar rapidamente muita gente em apenas um local, provocando alterações importantes que fogem ao controle. Para se ter uma ideia clara, imagine três mil ou quatro mil pessoas sendo convidadas para irem à sua casa sem que os proprietários do local tenham sido informados previamente.

Os encontros, na verdade, são marcados por pessoas comuns, que, às vezes, não tem a menor ideia dos desdobramentos que podem vir a ter, através de postagens em redes sociais onde quem acessa a informação adere ou não ao chamado e, segundo sua disponibilidade, comparece ao evento para prestigiar ou se divertir.

Em episódios recentes, centenas e até milhares de pessoas responderam aos chamados feitos e se encontraram em shoppings centers provocando a maior confusão. Atuavam como um bando desordenado subindo e descendo as escadarias, assustando a maioria das pessoas que habitualmente costumam frequentar esses espaços para fazer compras, lanchar, encontrar amigos, enfim se divertir.

As motivações que determinaram a ida de tanta gente de lugares diferentes foram e continuam sendo variadas, alguns se mobilizaram para protestar contra a pobreza, miséria, falta de teto para viver e discriminação racial,outros segmentos tinham como lema criticar a construção de estádios de futebol para a Copa em detrimento de tantos outros equipamentos que poderiam ser construídos como escolas, creches etc., enfim, motivos não faltaram, embora estivessem embolados, sem uma razão única.

Que as manifestações são legítimas, ninguém duvida disso, afinal o direito de manifestação está consagrado na Constituição Brasileira, o que a população não cansa de lamentar é o fato de grupos de baderneiros organizados se aproveitem desses eventos com a finalidade de roubar, furtar, provocando uma desordem generalizada que compromete toda a manifestação.

Por outro lado, em nosso país, observa-se certo despreparo dos poderes constituídos em lidar com situações dessa natureza, notadamente pela fala desorganizada de representantes de diversos equipamentos de segurança que deveriam garantir as manifestações, ao mesmo tempo em que estivessem preparados para coibir eventuais abusos.

Esses fatos podem até ser recentes na vida brasileira, embora tenham sido utilizados desde há muito tempo em várias partes do mundo, notadamente nos Estados Unidos da América. O exemplo que pode ser extraído é que os meios de segurança garantem ao extremo o direito da manifestação, mas não abrem mão de tomar as medidas de exceção quando os limites de respeito aos outros forem extrapolados.

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