Diário de Ourinhos

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Urbano Gentil

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por Gustavo Ferreira Martins Gomes
jul   201218

bicicleta-vida

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E esta?

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jul   201213

VIDA!

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Que tal uma placa dessa em toda a cidade?

O código de trânsito não deixa?

Ah... não está na lei.... então não pode...

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jul   20124

Eu? Candidato?

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UM BREVE CURRÍCULO

Arquiteto, Urbanista, pós-graduado em Marketing, mestre em Comunicações. 47 anos, paulistano, amante das artes e dos esportes. Míope, sofre de apneia do sono. Professor universitário. Ama a vida universitária. Odeia música universitária. Projetou mais de 300 mil metros quadrados de construções de todas as tipologias e funções. Diretor de Trânsito em Diadema, de 1998 a 2000. Consultor de Transportes Públicos em Osasco no ano de 2001. Coordenador de Urbanismo em Ourinhos, de 2005 até hoje. Foi voluntário da AADF em 2002 e 2003. É membro da diretoria da APAE. Coordenador técnico do Plano Diretor de Ourinhos. Membro do Conselho Municipal de Assistência Social. Presidente do Conselho Municipal da Cidade. Foi membro do Conselho Municipal de Turismo. Foi membro da diretoria da Associação do Mercado Modelo de Ourinhos, representando o poder público. Casado, feliz, dois enteados.

PORQUE É UM BOM CANDIDATO

Sabe a diferença entre legislativo e executivo.

Entende a diferença entre orçamento, verba e dinheiro.

Conhece a Lei Orgânica do Município.

Ajudou a escrever o Plano Diretor de Ourinhos.

Acredita que existem mais pessoas certas do que erradas, portanto defende a fiscalização e punição dos poucos errados.

Sabe a diferença entre público e privado.

Não vê a Prefeitura como um balcão de trocas.

Compreende que assistência social não é dar esmola.

Sabe que cultura não é show e que esporte não é medalha.

Respeita diferenças e rechaça todo tipo de preconceito.

Entende a necessidade de tratar com diferença os diferentes para que tenham direitos iguais.

Sabe que a tolerância a pequenos delitos é a mãe das grandes injustiças.

Não teve parente político.

PORQUE NÃO VAI SER CANDIDATO

Sabe a diferença entre legislativo e executivo.

Entende a diferença entre orçamento, verba e dinheiro.

Conhece a Lei Orgânica do Município.

Ajudou a escrever o Plano Diretor de Ourinhos.

Acredita que existem mais pessoas certas do que erradas, portanto defende a fiscalização e punição dos poucos errados.

Sabe a diferença entre público e privado.

Não vê a Prefeitura como um balcão de trocas.

Compreende que assistência social não é dar esmola.

Sabe que cultura não é show e que esporte não é medalha.

Respeita diferenças e rechaça todo tipo de preconceito.

Entende a necessidade de tratar com diferença os diferentes para que tenham direitos iguais.

Sabe que a tolerância a pequenos delitos é a mãe das grandes injustiças.

Não teve parente político.

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abr   201217

funcionalismo

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O brasileiro tem um grande sonho, sólido, firme, concreto: casa própria. Por conta desse sonho, governos fazem qualquer coisa e entregam qualquer coisa, que se assemelha com uma casa. Mas é própria. O cidadão se entrega a uma prestação eterna (na maioria das vezes só quitada pela morte do mutuário, e passa a dizer que pode morrer em paz, pois já tem uma casa. Pouco mais de trinta metros quadrados, num bairro muito mais do que trinta quilômetros distante do trabalho. Nada ali lembra um “lar, doce, lar”, mas o contribuinte cumpriu sua missão na Terra: deixar uma herança digna para seus rebentos.

Mas, além da tal “casa própria”, o brasileiro alimenta um desejo mais intrínseco e mais difícil: o emprego público.

Desde 1988, quando a Constituição instituiu a “estabilidade” do funcionário público, passar em um concurso passou a significar: nunca mais se preocupar com trabalho. Como um bálsamo, o emprego público seria a redenção, a suprema liberdade para a alma.

E aí começou a desgraça do serviço público!

A estabilidade, de fasto, significa estagnação. Se, por um lado, a estabilidade significa segurança de não perder o emprego, por outro, significa a certeza de que fazer bem feito ou mal feito não muda nada: o funcionário estará inexoravelmente amarrado àquele emprego, àquele cargo e, pior de tudo, àquele salário.

Assim como a casa própria, o emprego público é uma segurança perversa: é uma droga, mas é meu e ninguém me tira.

Alguns concursos são muito atrativos, pois apresentam salários extremamente altos, equivalentes ao de governadores e prefeitos. Mas são raros e estupidamente concorridos. E nada garante que, apesar do salário, dará prazer ao ocupante do cargo. Qualquer especialista em RH sabe que a felicidade no emprego tem pouco a ver com salário. Na maioria das vezes, o salário apenas recompensa a infelicidade.

Mas o maior problema dos concursos públicos, atualmente, está na estúpida regra “imexível” dos tribunais que impede estabelecer limites máximos para o candidato à vaga. É permitido estabelecer escolaridade mínima para uma ocupação, mas é proibido estabelecer a escolaridade máxima. E, assim, para a vaga de telefonista, passa um advogado. Para a vaga de ajudante geral (que faz faxina e varre rua) passa um arquiteto. Para o cargo de cozinheira, assume uma publicitária.

Qual o prejuízo? Aparentemente, Uma empresa em que todos os cargos – “até a moça do café!” - são ocupados por mestres e doutores, é uma empresa de excelência.

Mentira! Pois a única motivação do candidato é a estabilidade. Mas, no mês seguinte, ao receber o contracheque e ter certeza da sua imobilidade, o funcionário super-qualificado passa a ser um peso ao sistema, pois sabe que sua capacidade nunca será compensada.

Numa empresa privada, “começar de baixo” pode significar humildade e construção de carreira. Mas no serviço público, começar de baixo significa acabar por baixo.

Desta forma, qualquer prefeitura já está sentindo o peso da lei mal pensada. Com 24 anos de vigência da Constituição, a maioria dos velhos funcionários (aqueles que entraram por diversos motivos, mas só ficaram por serem competentes) já se aposentou. E os poderes públicos municipais têm um enorme grupo de funcionários deslocados. Engenheiros, dentistas e advogados colocados em cargos de ensino médio ou fundamental, que não sabem cozinhar, capinar, podar, varrer ou atender um telefone. A entidade fica sem cozinheiros, os cozinheiros não passam nos concursos e ninguém, absolutamente ninguém, fica satisfeito: o empregado, pelo desperdício de suas capacidades; o desempregado, pela injustiça de disputar com pessoas acima da qualificação, o verdadeiro pagante deste embroglio todo – o contribuinte –, pelo serviço mal fito ou nem feito; e, em último caso, o Prefeito, que não tem “ferramentas jurídicas ou administrativas” para fazer um governo mais eficiente.

A principal peça para a qualidade do trabalho é a felicidade do funcionário. Como um sistema perverso e enganoso como esse pode dar bons resultados?

Por que Tribunais de Contas e Ministérios Públicos são tão severos com os gastos públicos e seus desvios, mas não conseguem enxergar esse terrível moinho de dinheiro dos cidadãos, que sustentam uma máquina obviamente ineficiente?

Dura lex sed lex? Tudo bem, aparentemente, eles apenas exigem o que rezam as leis. É o princípio da legalidade. Mas há os princípios da moralidade, da eficiência, da qualidade, que podem e devem alterar as leis. Se uma lei é idiota, por que mantê-la? Todos invejam a produtividade e a qualidade das empresas privadas, mas todos, com seus impostos, sustentam a ineficiência das empresas públicas.

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mar   201229

Bicicletas, ainda (e sempre)

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Recentemente, morreu uma ciclista, bióloga, na avenida Paulista. Foi fechada por um ônibus e, na manobra entre desviar e reclamar, caiu e foi atropelada pelo ônibus que seguia atrás do primeiro.

Mais recentemente ainda, um ciclista, ajudante de caminhoneiro, trafegava às margens de uma rodovia e foi atropelado pelo filho de um dos homens mais ricos do país.

Duas histórias parecidas – morte de ciclista atropelado – e dois fins certamente diferentes.

A bióloga vai virar homenagem definitiva, vai gerar a discussão sobre a necessidade de ciclovias, vai sair nas manchetes de todos os jornais, defendendo a humanização do trânsito. Ninguém noticiou o que acontecerá com o motorista do ônibus que a matou, mas tenho cá minha certeza que lhe custará caro.

O trabalhador simples atropelado, virou manchete, não por ter morrido, mas por ser parte de mais uma história envolvendo um rico (quase réu) e um pobre (quase vítima), em uma trama com reviravoltas interessantes. Só para ilustrar, a perícia já definiu que o rico era inocente. E um laudo da necrópsia garante que o pobre estava embriagado. Tudo muito bem explicadinho. E muito conveniente. Alguém esperava desfecho diferente?

Nos dois casos, tanto no caso da bióloga pedalando na Av. Paulista, quanto no caso do ajudante pedalando no acostamento, existem sérias questões sobre a fragilidade da bicicleta e o entendimento da legislação de trânsito.

Na semana passada, houve um debate, entre ouvintes, em um programa de rádio em nossa cidade, sobre o “problema da bicicleta” em Ourinhos. Diversas opiniões chegavam a uma conclusão: bicicleta atrapalha o trânsito. Um absurdo, que careceu de uma visão mais abrangente.

Os automóveis são maioria nas ruas de Ourinhos. Os usuários de automóveis também são maioria, apesar de que a média de usuários de automóveis é 1,5 por carro e o transporte público leva, em média, 20 a 30 passageiros. Mas os ciclistas são minoria absoluta. Porém, em compensação, também ocupam parte infinitamente menor do sistema viário.

O Código de Trânsito cita a bicicleta em vários artigos. Os mais importantes são:

bicicleta é um veículo (tanto quanto o carro, a moto, o ônibus e o caminhão);

é multa grave um veículo automotor não manter uma distância mínima de 1,5 metros de uma bicicleta;

no trânsito, os veículos maiores são obrigados a zelar pela segurança dos menores.

Nenhum motorista habilitado pode alegar desconhecer o Código. Dizer que bicicleta atrapalha e que deveria ser proibido andar na rua é um erro. É equivalente a “vender o sofá”.

É verdade que, tanto em Ourinhos, como nas grandes cidades, alguns ciclistas (nem me arrisco a afirmar que seja a maioria) ferem as regras elementares de trânsito e andam nas calçadas, na contramão, desrespeitam semáforos e pedestres. Mas também é verdade que esse comportamento agressivo é, de certa forma, reação à forma como os demais usuários das ruas os tratam.

Quando os ciclistas defendem a ciclovia, não estão errados. Mas, em todo o mundo, cada vez mais, todos os tipos de minorias lutam veementemente pela inclusão social, pelo respeito mútuo, pelo direito de acesso a todos os serviços e espaços públicos.

Ciclovia é segregação. Em algumas situações específicas,uma ciclovia pode auxiliar o trânsito e, principalmente, incentivar o uso da bicicleta, ao facilitar seu uso. Mas não deve ser vista como única solução. Um projeto cicloviário abrangente tem que considerar ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Há que se pensar quais vias devem ser preparadas para a melhor convivência entre as bicicletas e os demais veículos.

O mais importante é criar um ambiente urbano e uma consciência cidadã, em que os diversos usuários das vias usem seus veículos de forma respeitosa e gentil. Os representantes da maioria, os motoristas de automóveis precisam parar de acreditar que são melhores e mais importantes. Primeiramente, é preciso lembrar que, apesar de serem maioria hoje, as cidades e suas ruas nasceram muito antes do automóvel. Carro, portanto, é intruso. Depois, precisam lembrar que são os motoristas que atrapalham a cidade, ao criar o tráfego lento. Se todos os motoristas estivessem em ônibus ou em bicicletas, não haveria trânsito e a poluição não seria problema.

Mais uma vez concluo: o que a cidade precisa não é de leis, é de gentileza.

Defendo um pacto pela mobilidade!

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